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    January 18th, 2014VeraArte-educação, História da Arte, Mídia, Pintura

    Da entrevista de Glenio Bianchetti a Francisco Dalcol para o jornal Zero Hora em 18/01/2014.

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    “Tenho uma saudade lírica e toda especial de Porto Alegre”

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    Cultura – Como o senhor se sente ao fazer parte de uma geração fundamental para a arte moderna no Rio Grande do Sul nos anos 1940 e 1950, período em que predominava certo conservadorismo?
    Glenio Bianchetti – Sinto falta desse convívio com os companheiros. Era um convívio muito sadio, muito bom. Nos clubes de gravura, fizemos uma espécie de família, reuníamos muita gente, de várias áreas. Estávamos entre poetas, pintores, músicos, teatrólogos… Vivíamos o tempo inteiro trabalhando, discutindo, lendo, em contato uns com os outros, sendo estimulados. Sabíamos o que estava acontecendo em São Paulo e no resto do Brasil. Esse ambiente de troca de ideias e críticas foi fundamental, porque nosso meio de conhecimento estava entre nós mesmos. Fazíamos as maiores críticas uns para os outros: “Vem cá, meu filho, tu tá saindo do ritmo, entrando em outra coisa”. Eram críticas pesadas, mas nunca ninguém teve ressentimentos. Cada um aceitava a crítica, discutia coletivamente. Foi muito bom. Aprendemos mais no ateliê do que na escola de artes. Foram clubes de amigos. Nosso grupo todo era “duro”. O pouquinho de dinheiro que cada um tinha, a gente reunia para o aluguel de uma casa para nós, onde pudéssemos fazer um ateliê coletivo. Na verdade, me dá uma certa angústia. Essa geração nova não me conhece pessoalmente, só de nome. E minha geração quase toda já morreu, é uma coisa impressionante. Fulano? Morreu. E fulano? Morreu. Tem eu e o Danúbio (Gonçalves). Vou ao Sul e fico um tanto chateado, por me sentir desarvorado e também quase anônimo.

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    E no Correio Braziliense, outra excelente entrevista com Glenio Bianchetti :

    http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2012/12/11/interna_ciencia_saude,338444/nao-sabia-se-era-melhor-ser-aluno-ou-professor-diz-glenio-bianchetti.shtml

     

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    O Santuário do Sagrado Coração de Jesus (ou como é conhecido: Padre Reus) foi construído entre os anos de 1958 e 1968, nas imediações do cemitério particular dos Jesuítas, em São Leopoldo, Rio Grande do Sul.

    O Santuário possui na sua fachada o monumental Painel Apocalíptico, com 14 metros de altura e 185 m², todo montado com pastilhas de vidro pelo artista plástico Danúbio Gonçalves.

    Descendo para a cripta, encontramos um tesouro magnífico: a Via Sacra em mosaico. É belíssima e emocionante…
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    Mural da fachada do Santuário.

     

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    Detalhe do mural: área central à esquerda, aos pés do Cristo.

    Conhecia o Mosaico Mural há muito, mas soube da Via Sacra quando já não morava em São Leo.

    Em nossa recente visita, conduzidos por nosso amigo Ademir de Cézaro, fomos visitar o Santuário e suas obras de arte.

    Chegando lá, perguntei sobre os mosaicos, esperando conhecer as impressões das pessoas que visitam ou trabalham naquele belíssimo lugar.

    Imaginem minha surpresa: – Mosaicos? não, não conheço!

    O Odilon começou a percorrer as escadas enquanto Ademir e eu perguntávamos (então) sobre a Via Sacra.

    Informaram-nos como chegar à cripta e ouvimos o Odilon que já descobrira: os mosaicos estão aqui!

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    São belíssimos! emocionantes… de tirar o fôlego!

    Para conhecer um pouco mais sobre Danúbio Gonçalves:

    http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/cultura-e-lazer/segundo-caderno/noticia/2012/06/documentario-destaca-regionalismo-e-engajamento-social-na-obra-de-danubio-goncalves-3785135.html

    http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_IC/index.cfm?fuseaction=artistas_biografia&cd_verbete=1494&cd_item=18&cd_idioma=28555

     

     

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    January 13th, 2013VeraHistória da Arte, Mosaico

    Viajando pela Turquia e acompanhando o desenrolar da história do mosaico, teremos oportunidade de conhecer em Antakya o  segundo maior museu do mundo em acervo de mosaicos.

    Antakya, capital da província de Hatay, localiza-se próxima da fronteira com a Síria. Em épocas antigas, era conhecida como Antioquia da Síria.


    Oceano, filho de Urano e Gaia. Detalhe do mosaico Oceano e Tétis, séc. II.

    Durante escavações arqueológicas em Antioquia entre 1932 e 1939, foram descobertos mais de 300 pisos de mosaico que datam do séc. III.


    “Personification of Soteria” (Personificação da Salvação) . Séc. V.

    Cerca de metade dos mosaicos podem ser apreciados no Museu de Arqueologia de Hatay em Antakya.


    Esses mosaicos retratam de imagens realistas como cenas de caça a composições puramente geométricas. De estilos bastante distintos, neles reconhecemos a herança das antiguidades grega e romana e dos primórdios do Cristianismo.

    A antiga cidade de Antioquia foi erguida às margens do rio Orontes,e próxima ao mar Mediterrâneo c. 300 a.C. tendo sido a terceira maior cidade do império e também do mundo, com uma população estimada em mais de meio milhão de habitantes, depois de Roma e Alexandria. Era a “rainha do Oriente“, com a beleza que a riqueza romana proporcionava, com a estética grega e a influência do luxo oriental, pois de Antioquia partiam muitas caravanas que iam em busca da seda chinesa e ao regressar vendiam a romanos e cartagineses em Damasco e Antioquia. Os caminhos percorridos por essas caravanas deram origem à Rota da Seda.

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    June 1st, 2010VeraArquitetura, História da Arte

    O pitoresco Castelinho do Flamengo, construção de 1916-18, na esquina da Rua Praia do Flamengo com a Rua Dois de Dezembro, foi projetado para servir de residência ao seu proprietário Joaquim da Silva Cardoso e à sua esposa, D. Carolina.

    A planta foi assinada pelo engenheiro Francisco dos Santos, embora o projeto original tenha sido do arquiteto italiano Gino Copede. Read the rest of this entry »

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    December 11th, 2008VeraHistória da Arte, Linguagens Visuais, Mosaico

    Um grupo de mosaístas de tradição greco-helenista e bizantina reproduzem em tamanho natural detalhes e extensões de paredes e abóbadas de edifícios paleo-cristãos.

    Catálogo da Exposição Mosaicos de Ravenna (1958).

    São histórias bíblicas, retratos de santos, mártires e evangelistas, decorações geométricas e bestiários fantásticos.
    Logo depois da 2ª Grande Guerra, 7 mosaístas de Ravenna, auxiliados por três estudantes da Academia de Belas Artes (Gruppo Mosaicisti di Ravenna) procederam a um estudo aprofundado sobre tais obras, sobre a posição originária dos afrescos, a inclinação e a variação cromática de cada tessela.
    Esse projeto atendeu ao pedido de artistas de renome, como Gino Severini.
    O patrocínio de instituições bancárias, o apoio da Agência Autônoma de Turismo e da Academia de Belas Artes tornaram possível a realização da exposição.
    O resultado: uma mostra que tem a finalidade específica de ser didática: as peças acompanham uma linha cronológica e variantes cromáticas e iconográficas dos edifícios sagrados de Ravenna como Galla Placidia, San Vitale, Battisteri da Catedral Católica (dos Orthodossi) e dos Ariani, à Basílica St. Apolinaire Nuovo, St. Apolinaire in Classe à Capela Arcivescovile.
    A exposição dos 70 painéis foi inaugurada em Paris em 1951 e viajou até 1989 por 37 países, inclusive o Brasil (São Paulo e Rio), em 1958.
    Em 2007, tive a alegria de adquirir o catálogo da Exposição, que apresenta excelentes descrições dos edifícios e da ornamentação e, dá detalhes que se revelam imprescindíveis para a leitura dos painéis que compõem a mostra.

    BOVINI, Giuseppe. Exposição de mosaicos de Ravenna. Itália: Faenza, 1958. 70 p.
    SAVORELLI, Carlo (org). Antichi mosaici bizantini di Ravenna. Riv. Itália viva!: São Paulo, 1989.