• scissors
    July 8th, 2014VeraArte-educação, Linguagens Visuais

    Creio que uma das técnicas de linguagem visual que mais dá asas a nossa imaginação e estimula a criatividade é a Collage.

    Digitalizar0003

    Véra Oliveira. Colagem.
    Indico para aqueles que buscam um maior conhecimento sobre esta técnica, o livro de Herta Wescher, que é um verdadeiro tratado sobre a Colagem: La historia del collage ; Del cubismo a la actualidad. Foi publicado pela Editorial Gili.

    OLYMPUS DIGITAL CAMERA
    E para uma atualização de materiais e novas possibilidades, de Marie Browning: Creative Collage, da Editora Sterling.

    OLYMPUS DIGITAL CAMERA

     

     

  • scissors
    January 18th, 2014VeraArte-educação, História da Arte, Mídia, Pintura

    Da entrevista de Glenio Bianchetti a Francisco Dalcol para o jornal Zero Hora em 18/01/2014.

    glenio1

    “Tenho uma saudade lírica e toda especial de Porto Alegre”

    glenio3

    Cultura – Como o senhor se sente ao fazer parte de uma geração fundamental para a arte moderna no Rio Grande do Sul nos anos 1940 e 1950, período em que predominava certo conservadorismo?
    Glenio Bianchetti – Sinto falta desse convívio com os companheiros. Era um convívio muito sadio, muito bom. Nos clubes de gravura, fizemos uma espécie de família, reuníamos muita gente, de várias áreas. Estávamos entre poetas, pintores, músicos, teatrólogos… Vivíamos o tempo inteiro trabalhando, discutindo, lendo, em contato uns com os outros, sendo estimulados. Sabíamos o que estava acontecendo em São Paulo e no resto do Brasil. Esse ambiente de troca de ideias e críticas foi fundamental, porque nosso meio de conhecimento estava entre nós mesmos. Fazíamos as maiores críticas uns para os outros: “Vem cá, meu filho, tu tá saindo do ritmo, entrando em outra coisa”. Eram críticas pesadas, mas nunca ninguém teve ressentimentos. Cada um aceitava a crítica, discutia coletivamente. Foi muito bom. Aprendemos mais no ateliê do que na escola de artes. Foram clubes de amigos. Nosso grupo todo era “duro”. O pouquinho de dinheiro que cada um tinha, a gente reunia para o aluguel de uma casa para nós, onde pudéssemos fazer um ateliê coletivo. Na verdade, me dá uma certa angústia. Essa geração nova não me conhece pessoalmente, só de nome. E minha geração quase toda já morreu, é uma coisa impressionante. Fulano? Morreu. E fulano? Morreu. Tem eu e o Danúbio (Gonçalves). Vou ao Sul e fico um tanto chateado, por me sentir desarvorado e também quase anônimo.

    5a7e82ec8cdb5abf1fefe3a50de5ba10

     

    E no Correio Braziliense, outra excelente entrevista com Glenio Bianchetti :

    http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2012/12/11/interna_ciencia_saude,338444/nao-sabia-se-era-melhor-ser-aluno-ou-professor-diz-glenio-bianchetti.shtml

     

  • scissors

  • scissors
    April 3rd, 2012VeraArte-educação, Mosaico, Véra Oliveira

    Aconteceu tudo muito rápido. Soube por Rosangela Kusma que haveria um curso com Marcelo de Melo em Curitiba.

    Siiiimmm!!! com Marcelo de Melo. Busquei mais informações e descobri que ocorreria o mesmo workshop no Rio de Janeiro, onde minha filha reside.

    Imaginem: foi a fome e a vontade de comer! Quinta-feira minha inscrição foi confirmada, comprei as passagens e domingo cedinho lá estava eu…

    Foram dias maravilhosos em que curti minha filha e meu genro e tive o prazer de conviver com Moema, Marcelo e uma turma ótima de colegas.

    Acontecia no Museu Nacional de Belas Artes a exposição de Modigliani. E no 1º dia no Rio, fomos visitar Módi. Comecei bem, não acham?

    Jovem Mulher de Olhos Azuis, pintura de 1917, que faz parte de “Modigliani: Imagem de uma Vida”.

    Segunda-feira: a palestra de Marcelo.  Conosco ele partilhou a tragetória de suas criações em mosaico e as marcas que cada fase carrega. Exatamente assim eu as senti…não são simples características: são emoções, reações…são dores…

    São marcas impressas pelo contexto em que vive o artista.

    Marcelo convida a pensar o mosaico…

    O workshop aconteceu no Atelier de Moema Branquinho na Universidade de Santa Úrsula.Lamentei muito ao saber que uma instituição como aquela está prestes a fechar as portas.

    Bem, foi uma semana muito especial: visitei exposições, fiz a imperdível visita ao Saara (que equivale a muitas sessões de terapia), tomei banho de bica na Estrada das Paineiras, curti meus filhos e participei do workshop sobre Mosaico Estrutural!

  • scissors

    Creio que meu primeiro projeto de artes foi a coleta de reportagens e fotografias de uma coleção de revistas “O Cruzeiro”.

    Revista “O Cruzeiro”, 1951.

    Perguntaram se queria verificar se havia algo de meu interesse, pois a coleção estava bastante danificada.

    Adorei garimpar naquelas páginas e um dos assuntos que me chamou a atenção sobremaneira, foi a arte. Eram publicadas adaptações de romances brasileiros ilustradas por Portinari. Não imaginava, aos 11 anos de idade, que estava criando uma hemeroteca.

    Revista “O Cruzeiro”, 1956.

    Organizá-la sempre foi uma alegria. Com algum tempo, comecei a reconhecer escolas, artistas e técnicas. E da simples coleta, passei a reunir por temas e épocas o acervo.

    Revista “O Cruzeiro”, 1956.

    Lentamente, incluí pequenos textos e resenhas de artigos que percebi necessários.
    Mais tarde, já com meu ateliê montado, tornou-se claro que a cada experimento concretizado, redigir um relatório dava significado ao processo. O registro do conhecimento adquirido possibilita disseminar de forma organizada a informação.

    Digamos que fizesse modelagem em resina; anotava materiais, quantidades, suportes, ferramentas, resultado alcançado. Ao terminar, essas anotações tornavam-se o cerne de uma apostila utilizada para lecionar.
    Objetivo, uma introdução resumida, materiais, técnica aplicada, resultados obtidos, conclusão e, quando dispomos, bibliografia, são os tópicos abordados em tais relatórios.
    Já apresentei alguns desses relatos como O Rejuntamento, A Tela e Reciclando papel.
    Os originais são manuscritos, mas aos poucos trarei para o blog o fruto de pesquisas mais diretamente ligadas à prática de ateliê.
    A mesma alegria que experimentamos ao construir a hemeroteca, voltei a sentir quando criei o Diretório de Arte, onde apresentamos artigos para pesquisa e Dicas de Sites para aprofundamento e reflexão.

    Véra Oliveira, em 02 de março de 2009.

  • « Older Entries