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    Nietzsche e a descoberta de Dionísio

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    abril 13th, 2008VeraReflexões

    Friedrich Nietzsche

    Descendente de pastores protestantes, nasceu em 1844, em Roecken, nas proximidades de Leipzig. Estudou nas universidades de Bonn e Leipzig e, aos 24 anos, foi nomeado professor de filosofia clássica na Basiléia,(1870-1878).

    Werner Horvath. Friedrich Nietzsche – the Three Metamorphoses, óleo sobre tela.

    Esta pintura ilustrou o programa e o poster do Congresso Internacional “Nietzsche y la hermeneutica”, organizado pela Universidade de Valencia em 2007.Nietzsche alistou-se como enfermeiro na guerra franco-prussiana de 1870, mas logo foi dispensado em virtude de sua pouca resistência. Em 1881, começou a sofrer perturbações mentais. Faleceu em 1900, em Weimar.

    Partindo da concepção do “mundo como vontade” de Schopenhauer e do “Leit-motiv” de Wagner*, Nietzsche desenvolveu sua concepção filosófica conhecida como período romântico. Farto da civilização de seu tempo, volta-se com profunda saudade para o mundo helênico e uma vida de elevação e exaltação estéticas, onde as escolhas eram pautadas não pela utilidade mas pela beleza.

    Escreveu nessa etapa, obras de crítica histórico-filosófica:
    – Origem da Tragédia,1872; A Filosofia na Época Trágica dos Gregos, 1872; Considerações Intempestivas, 1876.

    No intelectualismo positivista, segunda etapa de seu ideário, afastou-se do ideal romântico e atribuiu o status de principal fator e condutor da cultura humana à investigação. Compreende as obras: Humano, Demasiado Humano,1870; Aurora, 1881; A Gaia Ciência, 1882; Pensamentos sobre Prejuízos Morais, 1881.

    O mais importante período de sua produção é chamado zaratústrico ou anti-racionalista. Escreve, então: Assim Falava Zaratustra, um livro para todos e para ninguém,1883; Além do Bem e do Mal, 1889; Genealogia da Moral,1887; O Ocaso dos Deuses, 1889; O Anticristo, 1888; A Vontade de Poder,1888. Concilia pensamentos românticos e científicos e anuncia um novo ideal de existência humana, o super-homem. Seu advento só é possível, para Nietzsche, mediante a transmutação de todos os valores, pois nenhuma idéia moral que defina o bem em si ou o mal em si tem utilidade. O bem e o mal são conceitos relativos aos objetivos da vontade de poder do homem superior. Os fins justificam os meios, desde que objetivem desenvolver na personalidade humana a vontade de poder, símbolo da dominação do homem sobre si mesmo e sobre o mundo exterior.
    A vontade de poder, para Nietzsche, é a essência da vida e a suprema força de criação dos valores humanos. Condena todos os sistemas filosóficos que redundem no enfraquecimento da vontade, ao entronizarem a bondade, a caridade, o altruísmo, o sacrifício de si mesmo, o bem comum, pois são manipulados pela cultura burguesa de forma utilitarista e rotineira, para manter a classe dominada como pedinte de felicidade numa moral de esmolas de prazer e esperança num mundo melhor.
    Diante de tudo isso, Nietzsche afirma seu ideal de homem decidido, resoluto e aventureiro, perspicaz e pujante que compreende a existência como uma luta pela autonomia, auto-responsabilidade e elevação do humano.

    Bibliografia :

    HANNA, Thomas. Corpos em revolta. Rio de Janeiro: Edições MM, 1970.

    LACOSTE, Jean. A filosofia da arte. Rio de Janeiro: Zahar, 1986.

    NIETZSCHE, Friedrich. A genealogia da moral. Rio de Janeiro: Ediouro, 1981.

    OSBORNE, Harold. A apreciação da arte. São Paulo: Cultrix,1978.

    SANTAELLA, Lúcia. Estética de Platão a Peirce. São Paulo: Experimento,1994.

    Véra Regina de Oliveira

    Brasília(DF), 20 de outubro de 1998.

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